Reflexão

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Nova regra de ortografia confunde até os dicionários

27/10/2008 - 12:10:24 - RICARDO WESTIN / Folha Onlinewindow.google_render_ad();


Faltando apenas dois meses para que as novas regras ortográficas entrem em vigor no Brasil, nem mesmo os especialistas em língua portuguesa conseguem chegar a um consenso sobre como determinadas palavras serão escritas a partir de 1º de janeiro de 2009.
As divergências aparecem nos dicionários "Houaiss" (ed. Objetiva) e "Aurélio" (ed. Positivo), nas recém-lançadas versões de bolso, que já contemplam as mudanças ortográficas. O "pára-raios" de hoje, por exemplo, virou "para-raios" no primeiro e "pararraios" no segundo.
A lista de diferenças continua. A versão mini do "Houaiss" grafa "sub-reptício" e "para-lama". Em outra direção, o novo "Aurélio" traz "subreptício" e "paralama".
Prevendo o impasse, antes mesmo do lançamento dos dicionários, a ABL (Academia Brasileira de Letras) tomou para si a difícil missão de dirimir essas e outras dúvidas. A palavra final da entidade deverá sair apenas em fevereiro, quando as novas regras ortográficas já estiverem valendo.
Confusões
O acordo internacional, assinado em 1990, foi concebido para unificar e simplificar a grafia da língua portuguesa. Certos acentos serão derrubados ("enjoo" e "epopeia"), e o trema será praticamente extinto -só permanecerá em palavras estrangeiras (como "Müller" e "mülleriano").
O que tem sido motivo de apreensão é o hífen.
O acordo está cheio de regras novas --certas palavras perderão o hífen (como "antissocial" e "contrarregra") e outras ganharão ("micro-ondas" e "anti-inflamatório")--, mas deixa buracos.
O texto diz que devem ser aglutinadas, sem hífen, as palavras compostas quando "se perdeu, em certa medida, a noção de composição". E lista meia dúzia de exemplos: "girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, etc.".
"O problema está justamente no "etc.". Como sabemos que as pessoas perderam a noção de composição de uma palavra? É algo subjetivo", afirma o professor e autor de gramática Francisco Marto de Moura.Na dúvida, os elaboradores dos dois dicionários consultaram especialistas e chegaram às suas próprias conclusões.
O "Houaiss", por exemplo, achou mais seguro ignorar o "etc." e decidiu que só seriam aglutinadas as seis palavras da lista de exemplos.
"Com essas mudanças, os dicionários precisam sair na frente, já que são as obras às quais todos vão recorrer. Precisam dar soluções. Diante das lacunas, tivemos de inferir", afirma Mauro Villar, co-autor do "Houaiss".
O acordo diz que perdem o acento os ditongos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como " idéia" e "jibóia". No entanto, existe hoje uma regra que determina que paroxítonas terminadas com "r" tenham acento. O que fazer com "destróier", que se encaixa nas duas regras?
O texto tampouco faz referência ao uso ou à ausência do hífen em formações como "zunzunzum", "zás-trás" e "blablablá".
Pontos obscuros
No início do ano, quando aumentaram os rumores de que as mudanças ortográficas acordadas em 1990 finalmente seriam tiradas da gaveta, a Academia Brasileira de Letras começou a se debruçar sobre os pontos obscuros. Seis lexicógrafos e três acadêmicos têm essa missão.
"Estamos tentando resolver os problemas de esquecimento e esclarecer os pontos obscuros. As interpretações serão feitas com o objetivo de facilitar a vida do homem comum", diz Evanildo Bechara, gramático e ocupante da cadeira 33 da ABL.
As decisões da comissão da ABL estarão no "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa", a lista oficial da correta grafia das palavras.
O término da obra estava previsto para novembro. Por causa do excesso de dúvidas, o lançamento acabou sendo adiado para fevereiro.
Uma vez pronto o "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa", os dicionários de bolso que já incorporaram o acordo ortográfico internacional precisarão ser mais uma vez reeditados, dessa vez com as mudanças definitivas. É por isso que as versões completas do "Houaiss" e do "Aurélio" ainda não foram lançadas.
As novas regras ortográficas começam a ser aplicadas em janeiro de 2009, mas as atuais continuarão sendo aceitas até dezembro de 2012.
A partir de janeiro de 2013, serão corretas apenas as novas grafias.

Durkeim: OS FATOS SOCIAS E SUAS PRINCIPAIS CARACTERISTICAS?

É fato social tudo aquilo que é coercivo, que é exterior e que esteja generalizado;características a coercividade ou coerção social: Durkheim afirma que os fatos sociais são aqueles que exercem determinada força sobre os indivíduos, obrigando-os a adaptar-se às regras da sociedade onde vivem. Uma segunda característica refere-se à exterioridade dos fatos sociais. Isso significa que quando o indivíduo nasce, a sociedade já esta organizada, com suas leis, seus padrões, seu sistema financeiro etc.Ao indivíduo cabe aprender por intermédio da educação.A terceira característica apontada por Durkheim é a generalidade; é social todo fato que é geral, que se repete em todos os indivíduos, ou pelo menos na maioria deles. Por essa generalidade, os fatos sociais manifestam sua natureza coletiva ou estado comum do grupo, como as formas de habitação, de comunicação, os sentimentos e a moral.

O que é Sociologia

Martins, Carlos Benedito, 1948. O que é Sociologia. São Paulo: Brasiliense, 2006


Introdução

A sociologia é vista por alguns como arma dos interesses dominantes e para outros como expressão dos movimentos revolucionários; ela expressa um conjunto de conceitos, de técnicas e métodos de investigação produzido para explicar a vida social, no contexto histórico que possibilitou o seu surgimento, formação e desenvolvimento. Esta ciência é o resultado da compreensão das situações sociais novas nascentes da sociedade capitalista.

O surgimento

A Sociologia surge com a decadência da sociedade feudal; o surgimento do capitalismo e a partir de vários pensadores que tentam compreender as novas situações de existência que estavam em curso. No século XVIII, os marcos foram Revolução Francesa e Industrial.
Entre 1780 e 1860 a Inglaterra passou por várias transformações; por ser rural passa a comportar enormes cidades, a crescente urbanização, destruição da servidão, desmantelamento da família, a atividade artesanal em manufatura fabril desencadeou um emigração do campo para a cidade; mulheres e crianças em jornada de trabalho de doze horas ou mais sem benefícios. Com isto aumenta a prostituição, suicídio, alcoolismo, infanticídio, criminalidade, violência, surtos de epidemias. Um dos marcos foi o surgimento do proletariado, trabalhadores negando suas condições de vida, atos de sabotagem e explosão de algumas oficinas, criação de associações livres. Com estas profundas transformações, colocava a sociedade em um plano de análise passando a constituir em problema, em objeto a ser investigado. Os homens desta época eram voltados para a aça, participando dos debates ideológicos das correntes liberais conservadoras e socialistas, extraindo orientações para manter, modificar, de formar a sociedade e tal fato significa que os precursores da sociologia eram militares políticos.
Alguns pensadores como Owen William Thompson, Jeremy Bentham; discordavam entre si ao julgarem as condições de vida provocadas pela Revolução Industrial, mas eles concordavam que ela produzira um fenômeno inteiramente novo que merecia ser analisado e o que eles refletiram e escreveram foi fundamental para a formação e constituição de saber sobre a sociedade. O surgimento da Sociologia prende-se aos abalos provocados pela Revolução Industrial, pelas novas condições de existência por ela criadas.
Mas outras circunstâncias como a forma de pensamento contribuíram para sua formação, pois a partir disto, o pensamento renuncia a visão sobrenatural para explicar os fatos e substituir por uma racional. O emprego sistemático da observação e da experimentação como fonte para a exploração dos fenômenos da natureza estava possibilitando aos homens um conhecimento da natureza que lhes abria possibilidade de controlá-la e dominar. A teologia deixaria de ser norteador do conhecimento (Francis Bacon). Os pensadores da época eram grupos de filósofos que procuravam transformar a sociedade, eram ideólogos da burguesia que atacavam a sociedade feudal, procurando construir um Estado que assegurasse sua autonomia em face da Igreja e que protegesse e incentivasse a empresa capitalista.
Os primeiros sociólogos irão revalorizar determinadas instituições como autoridade, família, hierarquia social, destacando sua importância teórica para o estudo da sociedade e segundo a citação de Comte, o termo física social expressa o desejo de construí-la a partir dos modelos das ciências físico-naturais. A oficialização da sociologia foi, portanto em larga medida d uma criação do positivismo, separado da filosofia negativa, da economia política e uma vez assim constituído procurava realizar a legitimização do novo regime. Ela procura criar um objeto autônomo, o “social”, postulando uma independência dos fenômenos sociais em face dos econômicos. Envolvendo-se desde eu inicio nos debates entre as classes sociais, nas disputas e nos antagonismos que ocorriam no interior da sociedade, a sociologia sempre foi algo mais do que mera tentativa de reflexão sobre a moderna sociedade. Suas explicações sempre contiveram intenções práticas, para manter e alterar os fundamentos da sociedade que a impulsionaram e tornaram na possível.

O processo geral do Saber

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O processo geral do saber (a educação popular como saber da comunidade). In: --------. Educação popular. São Paulo: Brasiliense, 1997. p. 14-26


Ao notar a historia do surgimento do homem, em sua trajetória ao descer da “árvore”, ficar em pé, desenvolver sua sensibilidade, com um desenvolvimento intelectual, mesmo que precário, ele se constituía como um ser. Com o passar do tempo, a evolução corporal diminui e o cérebro se expande cada vez mais, as gerações seguintes começam a se limitar com a procriação, a vida coletiva se impõe e o conhecimento passa a ser simbólico.
Cada vez mais viviam em grupos estáveis e mais complexos aprendendo a criar a vida simbólica através, a criar trocas entre iguais e não apenas com a natureza, mas com objetos (produção do homem sobre a natureza) com os sinais, símbolos, instituições e com isto um produto sobre si mesmo: a cultura.
Ao iniciar o aprendizado, surgem situações no qual o trabalho e a convivência se transformam em circulação do saber; com isto a transferência do saber necessário para a vida individual e coletiva, o conhecimento técnico de vários meios (rudimentares) de lidar com códigos, regras de conduta que constituem e preservam a ordem do mundo social multiplicando o imaginário do homem. A sobrevivência do mundo social depende de seus sujeitos saber como lidar com essa circulação de novos aprendizados. Este aprendizado era transpassado de geração para geração, e o ritual marca esta transferência na qual podemos dizer que foi uma forma de educação popular. ).Na aldeia e cidade são os lugares onde o ensino vira educação

Divisão social do saber

Não é possível pontuar na historia quando o saber se tornou parte integrante dos sistemas de educação; mas pode-se dizer que os primeiros detentores do “saber” eram mestres de ofícios, confrarias, depois artistas, artesão e profissionais derivados, agentes de culto, cura, onde poucas pessoas tinham o domínio. Criam - se aldeias (10.000 e 15.000) anos atrás, domesticação de grãos e seres silvestres, surgimento de agricultores.Com o aparecimento do trigo, arroz, milho, eles passaram a ser usados como produto de troca por outros alimento, bens, onde passando de um efêmero bem de uso( a comida) para uma mercadoria como um meio de acumulação , riqueza e poder; como conseqüência, criação de tribos maiores, ocupando toda a terra, multiplicando-se , criando sociedades estáveis transformando –se em cidades.(com um longo período histórico.A necessidade de extensão de poder, obrigou a cidade a multiplicar ofícios e profissionais separados; de um lado puro exercício do trabalho e do outro e do outro trabalho produtivo e a isto chamamos de civilização ; um produto do trigo, do arroz e do milho que criou a escola no qual os primeiros a receber este saber eram sacerdotes, escribas e legisladores ; separando-se de outras práticas sociais para tornar-se educação. A educação popular (como saber da comunidade) torna-se fração do saber daqueles que presos ao trabalho existem a margem do poder e dedicam este saber que produzem a consagração da própria desigualdade. O que chamamos de educação foi surgindo a través de trocas de “saberes” através de especialistas em ensinar; assim a educação como pratica e a escola como o espaço físico para representam o avanço do saber comunitário para o saber necessário tornado o saber erudito como forma legitima de conhecimento associado a “ diferentes instâncias de poder” enquanto o ‘outro”, popular ficou separado do poder.
O saber da comunidade assim é fracionado ( classes, grupos, povos, tribos).As formas imersas ou não em suas práticas sociais- através dos quais o saber, das classes populares ou comunidades, sem classes transferido entre grupos ou pessoas, são a educação popular.

Pense, pense, pense

Pense, pense, pense